terça-feira, setembro 26, 2006

O vício-sabores vem falar comigo. É escusado pintar o céu: a queda sem precipício, antagonismo impávido e, por fim, triste. As migalhas-reflexões não saciam o congénito existir ali, que se esquece de desígnios ou de entidade, concretizadas numa poda-fome que foi os momentos abruptos de continuação-tronco. A última análise é a esperança esquecida com o barco na margem oposta à travessia, enebulado rio-visão de lembrança azul.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Não consigo calcetar a esplanada do supérfluo. As pedras que há são o tropeçar nelas. Não consigo calcorrear a escada do exagero, e o degrau que se segue é o desespero. Não consigo contornar este sinuoso fútil, acalento do mesquinho, dor de intromissão. Monumento antigo, hábito imposto, és o meu castigo, ruga no meu rosto... Erro acumulado, banalidade militar, és construção num estrado em suspenso, falta de ar. O provérbio social, irrequieto estéril. Toda esta transcrição de certezas erradas, esta prontidão oca, toda esta escola da voz alta, um nojo de cerco. Quando a realidade dos pensamentos se imiscui sonoridade, alguém me arranca a ponta da língua. A saliva dobra-se seca, o periclitante estabiliza-se hirto. Encostada a uma triste amurada, a arte espreita a paisagem por conquistar. O tempo imprime-se opaco.